Balanço Gamístico 2011
Em Jogos | 27/12/2011 20:23
Final de ano é sempre um período de reflexão, algum descanso e muitos desejos para o ano vindouro. É o momento no qual enumeramos os pontos que mais nos marcaram (ou não) ao longo dos dias que se vão e que começamos a relacionar nossos desejos para o futuro já tão próximo.
E, claro, para nós gamers isso significa listas - tanto dos melhores jogos do ano quanto daqueles que mal podemos esperar para jogar!
O ano de 2011 viu novas franquias surgirem, outras renascerem e muitas repetirem sua versão anual com alguma (ou nenhuma) mudança. Os sensores de movimento tiveram escassos lançamentos (você ainda lembra do PlayStation Move?!), o promissor Nintendo 3DS viu a luz do dia e não teve o sucesso esperado, o sucessor-tablet do Wii foi anunciado, os jogos sociais continuaram a crescer e o Brasil viu algum progresso em seu mercado de games com o início da fabricação nacional do Xbox 360 e a inclusão dos jogos como área cultural na Lei Rouanet, favorecendo a captação de recursos por parte dos desenvolvedores brasileiros.
De minha parte, 2011 foi um ano bastante conturbado, repleto de missões pessoais, corporativas e aleatórias que infelizmente ceifaram ainda mais meu tempo livre para jogos. Porém, mesmo assim, consegui jogar todos os principais títulos do ano, terminar alguns deles e ainda recomeçar alguns clássicos só pelo prazer de vivenciar aventuras tão mágicas.
Isso sem contar a formatação do meu HD do PS3 e a perda de mais de 4 anos de saves, incluindo aí aqueles dos jogos que eu tinha algumas dezenas de horas jogadas - e ainda estava jogando-os. Mas isso aí é uma outra história...
2011 foi palco também de bons eventos gamers, como a já tradicional Brasil Game Show, um Game World muito mais encorpado com direito a test-drive do 3DS antes mesmo do lançamento estadunidense e o inesperado Game On, que com suas dezenas de jogos clássicos e contemporâneos mostrou-se um belíssimo compêndio de tudo o que o mercado de games já criou ao longo de suas pouco mais de 4 décadas.
Os Top 10
Antes de partir para a leitura, gostaria de advertir o leitor que minha lista de grandes games do ano costuma sempre ser um pouco estranha. E isso ocorre pois considero jogos que joguei (bastante) em 2011, e não apenas lançamentos do ano (que apenas testei por poucos minutos). Assim sendo, não se assuste se algum jogo de PlayStation 2 aparecer por aí!
1. Mass Effect 2 (Xbox 360)
Mesclar uma trama rica e fabulosamente interessante a uma ótima mecânica de shooter em terceira pessoa com uma grande sensação de liberdade, tendo como cenário o espaço sideral, só faz de Mass Effect uma das mais estupendas franquias já criadas. Não é à toa que meu jogo mais esperado de 2012 é Mass Effect 3.
2. Borderlands (PS3)
Com certeza posso afirmar que este foi um dos games que mais joguei nos últimos anos. Seu universo é rico, o gameplay divertido e os cenários imensos. Apesar de a trama ser simplista, o pouco dela que nos é apresentado contribui ainda mais para a imersão no mundo de Pandora.
3. Deus Ex: Human Revolution (PS3)
Stealth como poucos, sua estética cyberpunk salta os olhos junto de seu universo complexo de conspirações políticas e corporativas. Mesmo seus gráficos não sendo o que os CGs nos mostram, a beleza de sua arte, o enlevo de sua trilha sonora e todas as suas possibilidades de gameplay fazem de Deus Ex um jogo ímpar.
4. Demon's Souls (PS3)
Dificuldade old school em um pacote com belos gráficos, mundo crível e um modo online como nunca se tinha visto em um jogo essencialmente single player. Se para alguns este é um dos jogos mais difíceis já criados, para mim é umas das mais belas representações de um mundo medieval fantástico repleto de criaturas místicas, demônios e daquele temor de que seus próximos passos podem ser os últimos.
5. Super Mario 3D Land (3DS)
Todos os jogos principais do Mario lançados pela Nintendo são únicos à sua maneira. Super Mario 3D Land, com sua dificuldade na medida certa, belos gráficos aliados a ótimos efeitos 3D, gameplay maravilhosamente funcional para um portátil e um sem número de referências nostálgicas a antigos jogos da franquia é indubitavelmente um dos melhores games do encanador bigodudo.
6. Bastion (Xbox 360)
Jogo independente de uma beleza rara em um gameplay isomérico perfeitamente balanceado, tem em seu narrador-irônico-onisciente o ponto alto de sua apresentação e seu grande diferencial em relação a outros jogos do gênero. Com certeza uma das grandes revelações de 2011.
7. El Shaddai: Ascension of the Metatron (PS3)
Um dos jogos mais surreais que já joguei em toda minha existência gamer. A mistura de uma temática religiosa com uma roupagem moderna em um jogo de plataformas que alterna entre o 2D/3D torna El Shaddai uma obra incomum nesse atual mercado de games repleto dos mesmos jogos de tiro em primeira pessoa - não há como ficar indiferente à sua overdose visual.
8. Catherine (PS3)
Um diferente simulador de namoro que une puzzles a uma trama essencialmente adulta. De fato, é difícil explicar Catherine: somente jogando pode-se entendê-lo.
9. The Elder Scrools V: Skyrim (PS3)
Grandioso ao extremo, virtualmente infinito a partir de suas sidequests procedurais e dotado de um universo magnífico, Skyrim é a continuação que Oblivion merecia e um daqueles games nos quais entramos e não queremos mais sair.
10. Bit.Trip Runner (Wii)
Um retorno aos 8 bits, seu controle minimalista somado a uma dificuldade por vezes insana lembra muito os clássicos de outrora. E seu visual, apesar de simples, é uma ode às primeiras gerações de jogos.
Outros títulos que merecem destaque
A verdade é que apenas um Top 10 não é suficiente para externar toda a beleza gamística de 2011. Eis alguns outros jogos que merecem destaque dentre todos os games que joguei neste ano que já se encerra.
1. Alice Madness Returns (PS3)
As histórias de Alice sempre me agradaram por sua surrealidade. E o toque demente de American McGee's só torna a viagem ao País das Maravilhas ainda mais insano.
2. From Dust (Xbox 360)
O estilo god game pode até estar em baixa, porém a Ubisoft conseguiu criar um representante digno do gênero em 2011.
3. ICO & Shadow of the Colossus Collection (PS3)
Clássicos são clássicos e nunca os esquecemos. Essa coleção, com gráficos renovados e discretos extras faz jus à toda a beleza desses que são alguns dos mais estupendos jogos já criados.
4. Halo Anniversary (Xbox 360)
Falando em clássicos, Halo foi o jogo que mostrou ao mundo que era possível haver jogos de tiro em primeira pessoa em consoles com controles precisos. E Halo Anniversary é um belo tributo ao game original de 2001.
Nexus é um daqueles jogos de estratégia cheios de menuscom tiros de lasers coloridos para todos os lados
5. Nexus: The Jupiter Incident (PC)
Ótimo jogo espacial de estratégia em tempo real. Como sou fã de naves, gameplay estratégico complexo e tramas intrincadas, fui fisgado pelo jogo desde os primeiros minutos. Apesar de ser de 2004, continua muito atual.
6. Batman: Arkham City (PS3)
Sempre tive Batman como meu super-herói predileto. E, se Arkham Asylum já era uma bela homenagem ao homem morcego, Arkham City consolidou a franquia da Rocksteady como a mais fiel reprodução de um personagem de HQ em formato de jogo.
7. Jeanne d'Arc (PSP)
Incrível como este que foi meu primeiro jogo de PSP (adquirido no longínquo ano de 2007) ainda hoje consegue me prender por horas com seu fantástico gameplay de estratégia por turnos (e ainda receber uma menção honrosa como um dos meus grandes games de 2011).
8. Infinite Space (DS)
Projeto da Platinum Games que não recebeu a atenção merecida, Infinite Space é um complexo jogo espacial de estratégia no qual o jogador é o capitão de uma mega espaçonave totalmente customizável. Apesar da trama pueril, a jogabilidade repleta de possibilidades e o avançado sistema de customização fazem deste um dos melhores jogos do finado portátil da Nintendo.
9. Starfox 64 3D (3DS)
Mesmo tendo um lineup inicial (e atual...) fraco, o 3DS ressuscitou alguns dos games mais fantásticos já lançados pela Nintendo. E, ainda que este Starfox 64 3D tenha em muito a essência de seu material original, os ótimos efeitos 3D e gráficos levemente melhorados tornam este um dos melhores jogos do novo portátil da Big N (não que haja tantos jogos bons para competir...).
10. The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D (3DS)
Como herege que sou, não havia jogado Ocarina of Time até pouco tempo atrás. Com certeza um grande game, um marco de sua geração - e um exemplo de excelente game design que ficou marcado para sempre na história dos jogos eletrônicos.
Mr. ESC, o herói de Exit11. Exit (PSP)
Uma espécie de jogo de resgate com visual extravagante e gameplay viciante e divertido.
12. Max and the Magic Marker (Wii)
Dotado de belos e coloridos gráficos, sua mecânica baseada em desenhos com o Wiimote tornam-no um jogo perfeito para o (hoje já não tão) pequeno notável da Nintendo.
13. L. A. Noire (PS3)
Com uma tecnologia de captura facial impressionante, seu gameplay sandbox detetivesco vai além de um GTA nos anos 1940: pesquisar pistas e entrevistar suspeitos exige muito mais dedicação do que apenas sair por aí dirigindo carros em alta velocidade.
14. Outland (PS3)
Lembrando os primeiros Metroid porém com um toque acrobático de Prince of Persia, Outland é uma excelente opção cooperativa com um visual singular e uma história poeticamente narrada.
15. Portal 2 (PS3)
Continuação do embasbacante título de 2007, expande a história da Srta. GlaDOS e mostra que a Aperture Science Handheld Portal Device pode oferecer novas possibilidades de gameplay além do que poderíamos imaginar.
16. Disaster Report (PS2)
Esse jogo não tem bons gráficos. Não tem bons efeitos sonoros. Não tem boa dublagem. Não tem um gameplay lá tão funcional. Mas, mesmo assim, seu clima pós-desastre e sua contínua sensação de insegurança tornam-no um jogo primoroso.
17. Fatal Frame 1, 2 e 3 (PS2)
Uma das mais assustadoras franquias de terror já criadas. Ponto.
Rocksmith: sim, você usa sua guitarra de verdade. E funciona!18. Rocksmith (PS3)
Desde que o primeiro Rock Band surgiu, sempre imaginei como seria jogá-lo com uma guitarra de verdade. Mesmo não sendo parte da popular franquia da Harmonix, Rocksmith é um interessante experimento de ensino que funciona perfeitamente bem tanto para quem quer aprender as mecânicas básicas do instrumento quanto para músicos experientes que procuram uma diversão diferenciada.
19. Gears of War 3 (Xbox 360)
Belíssima conclusão para a história de Marcus Fenix. E ainda vem de brinde com legendas em Português do Brasil!
20. Uncharted 3: Drake's Deception (PS3)
Mesmo sendo mais do mesmo, não deixa de ser uma adição fabulosa à franquia da Naughty Dog. E o modo cooperativo on-line está ainda melhor com a adição de uma breve trama que relaciona todas as fases.
Ao Infinito e Além
Ainda não foi dessa vez que a indústria brasileira de games teve um sobressalto, mas não se pode negar que a redução dos preços de consoles e jogos da Microsoft, somados aos lançamentos oficiais da Ubisoft em terras tupiniquins, tenham sido um grande passo rumo à melhora do nosso mercado nacional de games. Com certeza 2012, além do (suposto) fim do mundo e do provável anúncio de novos consoles da Sony e Microsoft, será um ano gamístico no mínimo interessante para o Brasil.
E que chegue o novo ano e, com ele, Mass Effect 3!
Ótimo artigo meu caro! E realmente esse ano foi repleto de boas surpresas, notícias e encontros. Entre novos jogos e jogos antigos que simplesmente não tivemos tempo de aproveitar nos anos que se passaram, por motivos diversos, seja tempo, disponibilidade ou recursos financeiros a sua lista é bem interessante, e os titulos bem variados!
Também foi um ótimo ano em notícias gamisticas, e de bons eventos, espero que isso se repita também nos anos vindouros...
A única tristeza deste ano gamístico foi a partida de nosso companheiro Ryunoken, cuja presença física, fará falta na forma de opinião, comentários ou simplesmente piadas épicas sobre nossos adorados joguinhos! :(
Responder@lgjOni: Concordo plenamente contigo! 2011 foi fantástico em termos de jogos! Inclusive finalmente pudemos nos conhecer pessoalmente na BGS!
E realmente algo que abalou o universo gamístico de 2011 foi a partida do nosso querido amigo Ryunoken. Com certeza deixou saudades e continuará para sempre em nossas lembranças de partidas divertidas, tiradas inteligentes e Midbosses antológicos!
ResponderFato meu caro! No próximo ano estaremos lá novamente, exceto surpresas e imprevistos, BGS e VGL estão confirmadas, novamente, agora em sua terra!
Infelizmente nosso encontro foi breve, porém, este foi o primeiro de muitos que virão!
Ao nosso amigo, fica a saudade, e a certeza de que ele está em um lugar melhor, olhando por nós, e aqui, a sua memória viva em nossos pensamentos e corações!!!
ResponderMuito bom André!
E realmente você foi um herege por não ter jogado ocarina( tudo bem que sou louco por tudo que tenha o nome zelda)
ResponderBit Runner?? Hahuahuauhahuahu. Bem verdade caríssimo!
Agora não citar Skyward Sword, isso fez eu baixar sua reputação...
Responder@Murillo: Na época, confesso, nem dava muita atenção para o Zelda (HEREGE, sei...). Mas, tá aí: no 3DS, o game ficou ainda mais belíssimo!
@Claudio Cavallari: Bit.Trip Runner é fabulosamente divertido! Quanto ao Skyward, ainda não o joguei - apenas coloco na listinha jogos que terminei ou joguei uma boa parte. Mas... pode ser que apareça na lista de 2012! :P
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